Glicemia

Hipoglicemia: sintomas e o que fazer na hora

4 min de leitura

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Tremor, suor frio e fome de repente podem ser hipoglicemia. Veja os níveis, a regra dos 15, quando chamar o SAMU 192 e como evitar novas crises.

Hipoglicemia é a glicose baixa demais no sangue: para quem tem diabetes, abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L). Os sinais mais comuns são tremor, suor frio, coração acelerado e fome repentina. O que fazer na hora é simples: tomar 15 a 20 g de açúcar de absorção rápida, medir de novo depois de 15 minutos e repetir se ainda estiver baixa. Se a pessoa estiver desacordada, nada pela boca — ligue para o SAMU 192.

Os três níveis de hipoglicemia

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Americana de Diabetes (ADA) usam três níveis:

  • Nível 1: glicemia abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L) — sinal de alerta, hora de agir
  • Nível 2: abaixo de 54 mg/dL (3,0 mmol/L) — hipoglicemia clinicamente significativa, que pede correção imediata
  • Nível 3: qualquer episódio em que a pessoa precisa da ajuda de outra pessoa para se recuperar, seja qual for o valor no aparelho

Os valores de referência fora da hipoglicemia estão na nossa tabela de glicemia por idade.

Sintomas: como o corpo avisa

Os primeiros sinais vêm da adrenalina; se a queda continua, o cérebro sente falta de combustível.

  • Tremor nas mãos e sensação de nervosismo
  • Suor frio, mesmo sem calor
  • Palpitação, coração disparado
  • Fome forte e repentina
  • Tontura, visão turva e dor de cabeça
  • Confusão, dificuldade de concentração, irritação sem motivo
  • Fala enrolada e andar cambaleante — às vezes confundidos com embriaguez

Na dúvida, meça. Sem glicosímetro à mão, trate como hipoglicemia: corrigir sem necessidade é menos arriscado do que esperar.

O que fazer: a regra dos 15

  • Tome 15 a 20 g de açúcar de absorção rápida: 1 colher de sopa de açúcar dissolvida em água; 150 a 200 mL de suco de laranja ou de refrigerante comum (não diet nem zero), conferindo no rótulo se a porção chega a 15 g; ou balas, também conferindo o rótulo
  • Espere 15 minutos e meça de novo
  • Se continuar abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L), repita a dose de açúcar
  • Quando normalizar, faça um lanche se a próxima refeição estiver longe — um pão francês com queijo ou uma fruta com castanhas, por exemplo

Chocolate, bolo e doces com recheio não são a primeira escolha: a gordura atrasa a absorção do açúcar, e a glicose demora mais a subir. Evite também comer demais por causa da fome: o exagero vira glicemia alta horas depois.

Pessoa desacordada: o que fazer

  • Não dê nada pela boca — nem água, nem açúcar, nem mel: há risco de engasgo
  • Coloque a pessoa deitada de lado, na posição de recuperação
  • Ligue imediatamente para o SAMU 192
  • Se houver glucagon prescrito pelo médico, aplique conforme a orientação recebida

Quem tem mais risco e por quê

O risco maior está em quem usa insulina ou sulfonilureias, remédios que estimulam o pâncreas a liberar insulina — como a glibenclamida e a gliclazida, ambas disponíveis no SUS. A metformina sozinha raramente causa hipoglicemia. Entre as causas mais comuns estão:

  • Pular ou atrasar refeições depois de tomar o remédio
  • Exercício mais longo ou mais intenso do que o normal — o efeito pode aparecer horas depois
  • Álcool, que freia a produção de glicose pelo fígado e pode causar hipoglicemia tardia, inclusive durante a madrugada
  • Dose de insulina maior que a necessária

Hipoglicemia noturna e sem sintomas

Durante o sono, os sinais passam despercebidos. Pesadelos, lençol molhado de suor e acordar com dor de cabeça podem indicar uma queda na madrugada. Quem tem episódios frequentes pode desenvolver hipoglicemia sem sintomas: o corpo deixa de dar o alarme. Nos dois casos, meça mais vezes — de madrugada, se o médico orientar — e converse sobre ajustes no tratamento.

Para prevenir: mantenha horários regulares de refeição, meça antes e depois do exercício, não beba de estômago vazio, leve açúcar ou balas na bolsa e ensine quem convive com você a agir numa crise. Se as quedas se repetem, procure sua UBS ou seu médico: a dose do remédio pode precisar de ajuste.

No Glucoly você registra cada glicemia com uma anotação sobre o que aconteceu — refeição atrasada, treino, bebida —, junto com insulina e medicamentos (estes com lembretes de horário). A tendência de 7 a 90 dias mostra quando as quedas se repetem, e os dados podem vir do Apple Health no iPhone. O download é gratuito, com registros ilimitados; a HbA1c estimada e os relatórios detalhados fazem parte do Glucoly Premium.

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Aviso médico: este conteúdo é informativo e educativo e não substitui orientação médica. Em caso de hipoglicemia grave, ligue para o SAMU 192. Não altere doses de insulina ou de outros medicamentos sem falar com um profissional de saúde qualificado.

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